Prefeitura suspende licitação de compra de equipamentos

Instituição independente apontou problemas nos preços cotados pelo edital. Equipamentos seriam comprados para Unidade de Pronto Atendimento.

20 de novembro de 2012 17:52

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A Prefeitura de Londrina, no norte do Paraná, suspendeu a licitação para compra de equipamentos que seriam utilizados na nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A decisão veio após o questionamento do Observatório Social de Londrina, uma instituição independente, sobre os valores que seriam pagos pelos equipamentos e sobre as empresas contratadas.

O Observatório questionou a Prefeitura sobre o endereço de algumas das empresas fornecedoras, que não batiam com os informados na licitação, além dos valores. Um conjunto ressuscitador manual, por exemplo, seria comprado por R$ 353,83, mas o Observatório encontrou o mesmo equipamento por R$ 155,66. Um termômetro digital automático que custaria R$ 111.16 foi visto por R$ 16, e uma máscara de oxigênio de alto fluxo que seria comprada por R$ 368,70 foi encontrada por R$ 22,67.

Diante dos fatos, a Secretaria de gestão pública optou por cancelar a licitação até que os preços sejam revistos. A decisão adia para 2013 a inauguração da UPA. “Realmente não está fácil. Vai depender da agilidade da Prefeitura em refazer esses orçamentos, em reabrir esse novo processo licitatório”, afirmou o secretário Denílson Novaes.

O secretário de saúde, Edson de Souza, informou que localizou as empresas e que fará uma nova cotação de valores, mas questionou o método utilizado pelo Observatório para cotar os valores. “Outra observação que nós fizemos também é que, não neste processo, mas em outro, aonde o Observatório faz a cotação através da internet. A prefeitura não compra pela internet, e todos sabem que o preço da internet é diferenciado. E também, as empresas as quais o observatório cotou, elas não participam de processos licitatórios para o setor público”, afirmou.

90337O cancelamento da licitação gerou, inclusive, uma troca de farpas entre os dois chefes das secretarias. Souza reclama, por exemplo, que só soube dos problemas com os preços através a imprensa. “Nós trabalhamos com técnicos que não são a área de contabilidade, de administração, mas são médicos e enfermeiros que trabalharam neste processo, porque são os profissionais que a secretaria de saúde em seu quadro”, ponderou.

Em resposta, Novaes afirmou que as dificuldades precisam ser superadas, e que a Prefeitura precisa arcar com os valores justos. “Neste caso específico, são equipamentos médicos, ou seja, não teria outra secretaria que fizesse isso, além da própria Secretaria de saúde. São equipamentos muito específicos. Se eles têm dificuldades, a Secretaria de gestão também teria a mesma dificuldade”, replicou.

Após o posicionamento dos secretários, o Observatório Social reafirmou as denúncias, e reiterou que as empresas pesquisadas são referência em fornecimento para hospitais e clínicas da cidade.

Via G1 PR com informações da RPC TV de Londrina

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