Rio do Sul quer o Observatório Social

O prefeito e vice de Rio do Sul, Garibaldi Antônio Ayroso e Jean Pier Xavier de Liz, também compareceram ao evento de sensibilização acompanhados de diversos secretários e afirmaram que a administração municipal será parceira do projeto

07 de fevereiro de 2013 19:13

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O primeiro passo foi dado: Apresentar a função e a importância do Observatório Social (OS) à comunidade. Pelas manifestações de apoio do público, que lotou o auditório da Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS), a ideia foi acatada com entusiasmo. “A implantação do Observatório Social será um divisor de águas no desenvolvimento econômico e social de Rio do Sul, principalmente por essa participação da sociedade organizada”, comentou o presidente da ACIRS, Ciro José Cerutti.

A palestra de sensibilização foi feita pelo vice-presidente para Assuntos de Controle e Defesa Social do OS do Brasil, Ney da Nóbrega Ribas e pela diretora executiva do OSB, Roni Enara Rodrigues. Uma das primeiras argumentações de Ribas foi que “não basta reclamar da corrupção, é preciso contribuir para melhorar a gestão pública”.

A diretora executiva falou o que é um Observatório Social e como tudo iniciou, em Maringá (PR). Explicou que se trata de um trabalho profissional, que segue um fluxograma, uma metodologia e manuais. Ela divulgou algumas conquistas dos Observatórios em municípios do Paraná, como a economia de milhões em recursos públicos, através do monitoramento das licitações, comparações de preços, controle da qualidade e da entrega dos produtos e serviços. “Somos cidadãos, donos de uma empresa, chamada município”, salientou Ribas.

Com a fiscalização foram detectadas irregularidades nas compras dos municípios, desde superfaturamento, erros nos editais, baixa divulgação, pouca concorrência e falta de controle nos almoxarifados. As irregularidades e as soluções são apresentadas ao poder executivo. “Não é um simples denuncismo. Nem todos os problemas são fruto de corrupção, às vezes é por falta de capacitação do servidor público”, ressaltou Roni.

O presidente do Observatório Social de Lages, Fernando Araújo Lopes, deu seu depoimento sobre essa ferramenta. “Nós começamos os trabalhos no dia 2 de janeiro. É algo fantástico! A gente se envolve mesmo”. O prefeito e vice de Rio do Sul, Garibaldi Antônio Ayroso e Jean Pier Xavier de Liz, também compareceram ao evento acompanhados de diversos secretários e afirmaram que a administração municipal será parceira do projeto. Representantes de entidades manifestaram apoio, assim como os membros de associações empresariais de outros municípios, que vieram em busca de informações para disseminar a iniciativa também em suas cidades.

No final da palestra, foi apresentado o “Movimento Nacional Área Livre de Corrupção” e o Hino da Cidadania, com o intuito de despertar nos participantes a reflexão sobre o que o Alto Vale quer para o futuro. A próxima etapa será formar uma comissão com os interessados para dar início a implantação do O.S. em Rio do Sul. Podem participar aposentados, empresários, professores, profissionais liberais, estudantes, com a condição de não serem filiados a partidos políticos.

O Observatório Social no Brasil

O trabalho do O.S. é estruturado em quatro eixos: Gestão Pública, Educação Fiscal, Transparência e Ambiente de Negócios. Isso alcança também os poderes legislativo e judiciário, assim como a aplicação de recursos estaduais e federais no município.

Os Observatórios Sociais formam uma rede, coordenada pelo Observatório Social do Brasil, e estão presentes em mais de 60 cidades, de 12 estados brasileiros. Em Santa Catarina foram instalados nos municípios de: Brusque, Canoinhas, Florianópolis, Itajaí, Itapema, Lages, São Joaquim, São José e Tubarão. Estão em processe de instalação os O.S.’s de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Imbituba, Joaçaba e Rio do Sul.

Via ACIRS

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