Projeto SOL mostra conceitos de cidadania de forma lúdica em Belém

Alunos encenam peça no seminário “Educação fiscal, 15 anos contribuindo na construção da cidadania no Pará”

29 de abril de 2015 20:55

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O  espetáculo “Auto da Barca do Fisco”, encenado na última sexta-feira (24), durante o seminário “Educação fiscal, 15 anos contribuindo na construção da cidadania no Pará”, é dirigido e encenado pelos alunos da Escola Estadual Frei Ambrósio, de Santarém, no oeste do Pará. A peça foi trazida para Belém especialmente para o evento.

Comédia que tem como tema a corrupção, o “Auto da Barca do Fisco” é baseado em dois textos de sucesso: o “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, e o “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna. Os próprios alunos fazem a cenografia, ensaiam os atores e se dividem nas múltiplas tarefas do espetáculo. Foi a primeira vez que eles se apresentaram em Belém. A viagem foi patrocinada pela Asfepa e Sindifisco, entidades sindicais dos servidores da Fazenda Estadual.

A escola Estadual Frei Ambrósio foi a vencedora, no ano passado, do prêmio nacional de Educação Fiscal da Febrafite, a Federação dos fiscos estaduais. O projeto vencedor, Sol Cidadão Legal, criou na escola uma prefeitura e Câmara, que elege prefeito e vereadores mirins, mostrando a importância das instituições e da gestão dos recursos públicos.

A professora Eliana Mara coordena o projeto e conta que a viagem foi uma realização para os alunos. Eles encenam o texto há oito anos, e já viajaram para municípios como Oriximiná. No palco os onze jovens com idade entre 12 e 20 anos animam a plateia e falam, de forma lúdica e divertida, sobre a correta aplicação dos recursos públicos e a função dos políticos.

Alguns dos participantes têm 12 anos de participação no grupo. Mesmo quando saem da escola, continuam como voluntários. É o caso de Kennedy Harilal, ex-aluno da escola, hoje formado. Ele é o diretor da peça e o personagem anjo Rafael. Os alunos Jennifer Oliveira e Ronilson Cardoso, ambos com 18 anos, estão concluindo este ano os estudos na escola. Estão todos alegres.

Um grupo de 24 pessoas, entre alunos, professores e apoiadores, saiu de Santarém. Eles mesmos fazem a iluminação e tomam conta do som. No meio da ação, fazem fotos e se cumprimentam. Antes de iniciar o espetáculo eles rezam juntos. A professora Eliana Mara fica ao lado deles, dando-lhes incentivo antes de entrarem no palco. Abraça os atores e cumprimenta os técnicos que apoiam o espetáculo. Ela admite que fica sempre nervosa, porque “para mim esta é a hora da prova”.

A secretária municipal de Finanças de Santarém, Regina Souza, coordena o grupo municipal de educação fiscal da cidade. Ela conta que o grupo centra o trabalho nas escolas e que este ano instituiu o prêmio municipal de Educação Fiscal. “É um trabalho importante, pois mostra aos alunos e professores não só a importância do tributo, mas o retorno dele aos cidadãos”.

O diretor da escola Frei Ambrósio, Marcos Botelho, agradece ao público no fim da peça e conta que, com o dinheiro do prêmio da Febrafite, a escola investiu em equipamentos de luz e som para o teatro. É uma prova de que, mesmo em escola pública, um boa ideia, com empenho dos alunos e professores, e o apoio da comunidade, pode ser vitoriosa.

Via Projeto Sol Cidadão Legal

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