Observatório Social quer barrar aumento de salários de vereadores

‘A prefeitura vive um situação financeira grave e não pode se dar ao luxo de aumentar ainda mais as suas despesas. Pode não ser ilegal, mas é imoral’

08 de janeiro de 2013 18:08

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Depois de atuar fortemente para impedir a reforma da Câmara de Vereadores por R$ 621 mil reais no fim da atual legislatura, o Observatório Social de Cáceres vai se reunir esta semana para discutir outra atitude da atual Câmara, que aumentou o salário de vereadores, prefeito, vice, secretários e coordenadores da prefeitura.

Segundo o empresário Tato Giraldelli, a medida é rejeitada pela opinião publica por isso o Observatório vai se reunir para discutir o assunto e uma possível intervenção. Ele inclusive adiantou que o grupo pode pedir ao futuro prefeito Francis Maris Cruz (PMDB), que não coloque em prática o aumento na prefeitura.

“A prefeitura vive um situação financeira grave e não pode se dar ao luxo de aumentar ainda mais as suas despesas. Pode não ser ilegal, mas é imoral”, disse.

Instalado em Cáceres em 26 de novembro de 2009, o Observatório Social, completou seis anos sempre com a tarefa promover o controle social, transparência dos serviços públicos e educação fiscal, dentre outras funções.

Conforme os integrantes desta comissão, Sebastião Giraldelis (Tato), Amarildo Peres, Expedito Ferreira, Olivaldo Gonçalves, João Batista de Souza, Rafael Honório, Júnior Carneiro, Hélio Ribeiro e Renata Carrelo, o Observatório Social de Cáceres, não tem o poder de polícia, mas funciona quando bem estruturado.

Nesta dinâmica, a comissão formada conta com apoios da sociedade organizada, maçonaria, Acec, comercio, clubes de serviços e do ministério público estadual, para manter as estruturas e levar adiante as denuncias formuladas em busca de solucionar os problemas decorrentes de má gestão, a fim de assegurar um controle social livre de corrupções.

Conforme Expedito, existem diversas ferramentas para combater a corrupção, o que falta é motivação e coragem do poder público para estimular ações contra corruptos, explicando que essa corrupção tida como legal, explora a ignorância e passividade do povo. Uma sociedade com educação forte, destaca ele, está menos vulnerável, bem como quando há liberdade de imprensa.

Embora apolítica, exceto a política social, sem vinculo partidário, a filosofia de trabalho do Observatório Social, defende que a sociedade deve preparar a nova geração de políticos com base em princípios e valores, com ampla participação da população e que a nova ordem deve ser de respeito e cooperação, sob pena de que as conseqüências negativas recaiam sobre todos.

A corrupção na ótica dos integrantes do Observatório Social, envolve de milhões de pequenos problemas, que devem ser corrigidos de baixo para cima, enfatizando que nesta organização não governamental, abre-se um espaço para o exercício da cidadania, que deve ser democrático e apartidário e reunir o maior número possível de entidades representativas da sociedade civil com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão pública.

Para compreender melhor o Observatório Social, ele atua como pessoa jurídica, em forma de associação, fazendo uso de uma metodologia de monitoramento das compras publicas em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos.

Além disso, o Observatório Social atua em outras frentes, como, a educação fiscal, demonstrando a importância social e econômica dos tributos e a necessidade do cidadão acompanhara aplicação dos recursos públicos gerados pelos impostos; a inserção da micro e pequena empresa nos processos licitatórios, contribuindo para geração de emprego e educação da informalidade, bem como aumentando a concorrência e melhorando qualidade e preço nas compras públicas e a a construção de Indicadores da Gestão Pública, com base na execução orçamentária e nos indicadores sociais do município,fazendo o comparativo com outras cidades de mesmo porte, prestando contas do seu trabalho à sociedade há cada quatro meses.

Via Jornal Oeste

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