Observatório Social é ‘ferramenta’ forte de combate a corrupção

O trabalho é constante e começa com o monitoramento de editais de licitação de forma sistemática, antecipando fraudes e garantindo uma enorme economia para os cofres públicos

02 de setembro de 2014 17:14

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O principal passo para combater a corrupção é o da prevenção, o ato de se antecipar aos corruptos. Foi com essa certeza que surgiu o Observatório Social (OS), uma organização que atua em forma de rede e hoje está espalhada por mais de 80 cidades de 15 estados.
O trabalho é constante e começa com o monitoramento de editais de licitação de forma sistemática, antecipando fraudes e garantindo uma enorme economia para os cofres públicos. A economia nos orçamentos pode girar em torno de 10% a 15%, segundo a diretora executiva do Observatório Social do Brasil, Roni Enera.
Cada Observatório Social é integrado por cidadãos brasileiros que transformaram o seu direito de se indignar em atitude: em favor da transparência e da qualidade na aplicação dos recursos públicos. São empresários, profissionais, professores, estudantes, funcionários públicos e outros cidadãos que, voluntariamente, entregam-se à causa da justiça social.
É um espaço para o exercício da cidadania, que deve ser democrático e apartidário e reunir o maior número possível de entidades representativas da sociedade civil com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão pública.
O primeiro Observatório Social surgiu em 2004 num rastro de desvio de recursos da prefeitura de Maringá. O ex-prefeito Jairo Gianoto foi preso e condenado. Hoje responde em liberdade. A vizinha cidade Campo Mourão seguiu o exemplo.
Depois os Observatórios Sociais chegaram aos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rondônia, Mato Grosso e outros. Atualmente estão presentes em 80 cidades de 15 estados brasileiros. Em Mato Grosso já foram constituídas unidades de Observatório Social em Sorriso, Rondonópolis e Cáceres.
Em Cuiabá, a solenidade de instalação do Observatório Social aconteceu no dia 20 no auditório da Famato.  Estiveram presentes representantes da  Aprosoja, Organização das Cooperativas do Brasil em Mato Grosso (OCB-MT), Movimento Pró-Logística, que reúne 11 grandes entidades do setor produtivo de MT, CDL/Cuiabá, FCDL, CRA, CRC, Sincon, ONG Moral, MPE/MT, TCE e Sindicato dos Radialistas.
Na avaliação do empresário Junior Vidotti, o evento alcançou seus objetivos, dentre eles, o de sensibilização das pessoas para a necessidade de se acabar com este mal que há décadas assola o país, o da corrupção. “Não é uma coisa nova”, afirmou. Segundo ele, é necessário acabar com o velho ditado enraizado do “jeitinho brasileiro”.
Em pouco tempo de existência, os Observatórios Sociais vêm ganhando apoios institucionais como do Ministério Público, OAB, Federações da Indústria e do Comércio, Receita Federal, Tribunais de Contas, universidades e, principalmente, as Associações Comerciais, que abrigam 70% do total de OSs.
Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro será realizado o Encontro Regional de Mato Grosso, em Cuiabá. O evento reunirá representantes dos Observatórios que já existem no estado: Rondonópolis, Cáceres, Sorriso e Cuiabá.
Os Observatórios Sociais têm como lema: Indignar-se é importante; atitude é fundamental.

Mantenedores

ObservatórioSocial do Brasil

O OSB é uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, disseminadora de uma metodologia padronizada para a criação e atuação de uma rede de organizações democráticas e apartidárias do terceiro setor. O Sistema OSB é formado por voluntários engajados na causa da justiça social e contribui para a melhoria da gestão pública.

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