Mais de 100 empresas se cadastraram no OSB no 1° Compra Curitiba

Evento buscou estimular a participação de micro e pequenas empresas em processos de licitação e compras governamentais. OSB, OS de Curitiba e Campo Largo estiveram presentes

13 de março de 2014 18:21

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Uma equipe do Observatório Social do Brasil (OSB) e dois diretores do Observatório Social de Curitiba, participaram nesta quarta-feira (12) do 1º Compra Curitiba, evento inédito na capital paranaense que buscou estimular a participação de micro e pequenas empresas em processos de licitação e compras governamentais. No encontro, o OSB apresentou seu trabalho de controle social para os participantes e também cadastrou mais de 100 empresas para receber avisos de licitação pelo Sistema Informatizado de Monitoramento das Licitações (SIM).

Márcia Savi e Rômulo Bronzel, da diretoria do OSB – Seção Curitiba, ficaram impressionados com os resultados do evento, e declararam ser apoiadores do trabalho do Sebrae, porque o Programa Compra Curitiba vem ao encontro de uma necessidade do município: ampliar o número de fornecedores da prefeitura. O que é também um dos objetivos do OS local.

Também prestigiaram o evento, a coordenadora do OS Campo Largo, Simone Vaz, e a sua assistente Juliana. O OS Campo Largo é bastante atuante e desenvolve ações junto aos empresários locais, em parceria com a Associação Comercial e Empresarial da cidade.

A diretora-executiva do OSB, Roni Enara, esteve presente no encontro e esclareceu sobre o apoio a esse segmento de empresas e a importância delas para a economia e desenvolvimento social dos municípios. Confira a entrevista abaixo:

Por que o OSB e do OS Curitiba está no 1° Compra Curitiba?

Roni Enara – Os Observatórios Sociais tem como meta aumentar o número de empresas licitantes, para que em todas as prefeituras nós tenhamos mais empresas vendendo produtos e serviços. Com o aumento da concorrência, a prefeitura pode fazer melhores negociações, comprando com mais qualidade e menor preço. E,

Estamos no 1º Compra Curitiba para fazer o cadastro de empresas no nosso sistema de monitoramento das licitações, por meio do qual elas receberão os avisos de editais de licitação, gratuitamente, no seu e-mail, conforme o seu ramo de atividade.

Qual a importância da participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas?

Roni Enara – No trabalho dos Observatórios Sociais, temos identificado que a maioria das empresas que vendem para as prefeituras são de médio e grande porte e, muitas vezes, empresas de fora da cidade – especialmente nas cidades pequenas. Então quando incentivamos a participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas, primeiro estamos cumprindo a Lei Geral das MPEs, que estabelece prerrogativas que facilitam a participação dessas empresas nos processos licitatórios. E, segundo, que os recursos públicos ficam na cidade, gerando mais emprego e renda. Por isso é tão importante esse trabalho que o Sebrae, a Faciap e os outros parceiros estão fazendo e que o Observatório Social apoia.

Qual o objetivo do SIM nesse trabalho?

Roni Enara – Todas essas empresas que tenham interesse em conhecer esse nicho de mercado das compras públicas podem se cadastrar para receber os avisos dos editais de licitações – este é um trabalho gratuito que os Observatórios fazem, e nós já temos conhecimento de que as associações comerciais, através da Faciap, junto com o Sebrae, estão num esforço para criar palestras e cursos para que essas micro e pequenas empresas entendam como funciona vender para o poder público e quais os documentos necessários para estar apto a participar das licitações.

Algum exemplo de cidade na qual o SIM trouxe benefícios?

Roni Enara – Temos um exemplo aqui bem próximo, em Ponta Grossa, que tem aumentado bastante o número de licitantes nos certames por conta da divulgação dos editais que o Observatório faz. Um dos exemplos, foi um edital de serviços de eliminação de pragas urbanas. É uma ação que a prefeitura tem que fazer todos os anos e, historicamente, participavam duas empresas. Com o trabalho do Observatório, divulgando o edital, o último certame teve a participação de 11 empresas, e isso fez com que a prefeitura tivesse uma economia fantástica. O edital previa pagar R$ 277 mil e a negociação saiu por R$ 48 mil. Mais de R$ 217 mil reais foram economizados em um único edital por conta da participação de mais empresas. E a vencedora desse edital foi uma micro empresa que relatou ser a primeira vez que vendia para uma prefeitura e, mesmo com um preço tão abaixo do que se pretendia pagar, estava tendo lucro. Foi uma grande experiência e um dos vários exemplos que temos em diversas cidades.

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