Cinco quilômetros para combater “pequenas” e “grandes” corrupções

Organizadores de caminhada contra a corrupção afirmam que pequenos delitos do dia a dia favorecem os desvios do colarinho branco

08 de dezembro de 2014 13:39

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Cerca de 100 pessoas caminharam cinco quilômetros, na manhã deste domingo (7), para chamar a atenção para o combate à corrupção no país. A movimentação, apartidária, foi pensada para mostrar como as “pequenas corrupções” do dia a dia, como furar fila ou falsificar documentos, podem ser danosas à sociedade.

De acordo com os organizadores da caminhada, o movimento joga luz para a questão de que o Brasil só se livrará da corrupção se houver, também, uma profunda mudança cultural no modo de pensar das pessoas.

“A ‘lei de Gerson’ não pode ser uma forma de vencer na vida”, afirma Edward Borba, coordenador-geral de Cooperação Federativa e Controle Social da Controladoria Geral da União (CGU), de Brasília, que participou da caminhada.

Em uma propaganda de TV dos anos 70, o ex-jogador Gerson de Oliveira, ao anunciar uma marca de cigarros, dizia que gostava de “levar vantagem em tudo”. Acabou virando símbolo de que o importante seria se dar bem, mesmo que por meios obscuros.

Segundo Moacir Oliveira, chefe da CGU no Paraná, ao aceitar práticas consideradas ‘inofensivas’ a sociedade acaba criando o contexto para outros delitos maiores. “Funciona mais ou menos assim: se eu não sou tão certo no meu dia a dia, uma maneira de me perdoar é achar que tem gente muito pior. E assim vai”, diz.

Caminhada

Tiago, de 1 ano e 10 meses, e Caroline, de 6 meses, acompanharam a mâe Tatiane Turin na caminhada contra a corrupção (Foto: Amanda Audi/Gazeta do Povo)

A 1ª Caminhada contra a Corrupção, no Parque Tingui, em Curitiba, marca o Dia Internacional de Combate à Corrupção, que será na próxima terça-feira (9). A marcha ocorreu em paralelo à 19.ª Corrida do Tingui, que reuniu mais de mil competidores.

“Queremos trazer o debate para a pauta da sociedade. O país é nosso, todos temos responsabilidade de fiscalizar e prevenir a corrupção”, diz Roni Erara, do Observatório Social do Brasil.

Famílias inteiras – inclusive com bebês de colo – participaram da marcha. “Eles já estão vestindo a camisa”, diz Tatiane Turin, que caminhou com os filhos Tiago, de 1 ano e 10 meses, e Caroline, de 6 meses.

A CGU, o Ministério Público, o Observatório Social do Brasil e a Receita Federal foram parceiros na organização da caminhada – também entendida como uma forma de divulgar as ações dos órgãos de controle no combate aos ilícitos.

Via Gazeta do Povo

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