Câmara de Apucarana revoga título de Cidadão Honorário a André Vargas

Vargas foi homenageado em fevereiro de 2014 após o envio de R$ 17 mi à câmara e o OSA havia recomenddado à Casa que suspendessem a homenagem

24 de abril de 2015 13:26

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A Câmara de Apucarana aprovou, durante sessão ordinária na quarta-feira (22), projeto de lei revogando o título de Cidadão Honorário concedido em fevereiro de 2014 ao ex-deputado federal André Vargas (ex-PT e atualmente sem partido), preso na 11ª fase da Operação Lava Jato.

O cancelamento da honraria passou em primeira votação, por unanimidade. No entanto, a discussão da matéria no plenário foi acalorada.

A vereadora Telma Reis (PMDB), única a votar contra a concessão da honraria ao então deputado federal em e 2014, disse que a revogação da homenagem é benéfica para a Casa. “Me pediram para entrar com o projeto de revogação, mas achei que o próprio autor do primeiro projeto era quem deveria fazê-lo. Quando votei contra, não o fiz por posição política, mas porque o deputado apoiou os mensaleiros e afrontou o STF”, disse.

Luiz Magalhães (PT), autor das duas propostas, se defendeu. “Não havia como ninguém saber, na época, que o nome de André Vargas estaria associado a esses escândalos. Ele trouxe importantes quantias para Apucarana. A minha intenção era estreitar os laços do então vice-presidente da Câmara dos Deputados com o município. Infelizmente, ele não agiu com a ética necessária, como foi descoberto depois”, afirma.

Luciano Augusto Molina (PMDB) concordou com Magalhães. “Não me envergonho de ter votado a favor do título. Na época, acreditava que era o certo. Mas, com o tempo, nós descobrimos coisas e acabamos vendo que não era certo”.

Vargas foi homenageado com o título em fevereiro de 2014. Ele havia, através de emendas parlamentares, enviado para Apucarana a quantia de R$ 17 milhões. Na época, o promotor de Justiça, Eduardo Cabrini, e também o Observatório Social de Apucarana recomendaram à Casa que suspendessem a homenagem, alegando que o ato poderia ser visto como propaganda eleitoral antecipada.

Devido à polêmica, a Câmara não chegou a efetuar a entrega da honraria. Meses depois, em abril, o doleiro Alberto Youssef, acusado de ser o pivô da Operação Lava Jato, teve mensagens de texto interceptadas pela Polícia Federal (PF). Nelas, segundo a PF, o doleiro confirmou o empréstimo de seu avião particular a André Vargas.No mesmo mês, o então deputado foi expulso do PT e, em dezembro, seu mandato foi cassado. No último dia 10, ele foi preso na 11ª fase da Operação Lava Jato.

Via TN Online

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