Americana vira polo para fiscalizar gastos públicos

Entidade vai reunir profissionais voluntários que irão acompanhar a execução dos contratos

Publicado para | Cidadania Fiscal | Controle Social | Destaque | Educação Fiscal | Evento | Fiscalização | Gestão Pública | Licitação | Monitoramento | Opinião | Participação popular | Participação social | Transparência | Utilidade Pública em 23 de agosto de 2017 15:56

Uma palestra do empresário paranaense Ney da Nóbrega Ribas fez o lançamento oficial, na noite desta segunda-feira (21), da unidade do OS (Observatório Social) em Americana. Ney – empreendedor do setor gráfico – é o presidente nacional do OS. Ele falou, no Auditório Vermelho do Unisal (Centro Universitário Salesiano), sobre a importância do grupo americanense no trabalho de fiscalização dos caixas públicos. E revelou o projeto de fazer da sede local – 15ª do Estado e primeira da região – um polo difusor de ideias e debates, para o envolvimento das cidades vizinhas.

O repórter Rogério Verzignasse entrevistou Ney  Ribas, para falar sobre a unidade que será implantada em Americana. CLIQUE AQUI e confira o vídeo da entrevista na Fan Page no Facebook do O Liberal.

“O OS é uma organização da sociedade, integrada por pessoas da comunidade, que querem contribuir para a eficiência da gestão. Teremos dois eixos básicos: educação fiscal e monitoramento da aplicação dos recursos”, diz. “Não pode haver qualquer vínculo partidário. É um trabalho técnico. Não queremos gente da base do governo ou da oposição. É totalmente independente”, salientou.

A atuação voluntária pode ter a participação de um engenheiro, por exemplo, capaz de avaliar os projetos das obras públicas. Ou de um advogado, que pode conferir a regularidade de um edital. Mas não se exige a formação superior. Uma dona de casa pode informar como é a qualidade da merenda escolar na escola do filho dela. O pedreiro pode acompanhar a execução das atividades pelos servidores.

Mas o OS pretende também permanecer de portas abertas para os jovens, gestores do amanhã, para que eles se aproximem e integrem a ação cidadã. Os universitários podem apresentar projetos, fazer críticas e cobrar soluções. “Não será uma casa de denúncias. O OS não tem ativismo, denuncismo, demagogia, sensacionalismo. A nossa proposta é, essencialmente, evitar a corrupção. Queremos estabelecer diálogo com os gestores”, afirma.

Com a mobilização comunitária, o OS também pretende incentivar empresas locais nas licitações públicas, para que elas se tornem fornecedores da prefeitura. O OS vai qualificar, ensinar e informar sobre as oportunidades de negócios. “O grupo chegou a Americana para mostrar que o município pertence ao povo”, resume. “E, daqui, sonhamos nos tornar referência para outras unidades na região. Sonhamos que as cidades vizinhas, a partir da experiência daqui, também possam contar com suas sedes, e com a população engajada”, disse Ney.

O observatório americanense foi acolhido pelo Fórum de Desenvolvimento e Cidadania, formado por entidades como a própria Acia, Fidam, Ciesp/Fiesp, Sincomércio e Sinditec, entre outras organizações de classe. As lojas maçônicas da cidade também já aderiram.

Após legalmente instituído, o OS local terá encontros semanais em espaço cedido pela Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana).

Via O Liberal
Foto: João Carlos Nascimento

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